domrsMay 19th 1953 (Age 58) Male Porto Alegre Falo sobre tudo, mas quando quero falar sobre mim minha voz se cala". A citação é minha tanto quanto essa dificuldade de contar quem eu sou.
Não vou criar um perfil, mesmo porque o meu melhor lado não é nenhum dos lados, é a frente. Quando olho o espelho não dou aquela virada de lado, aquele olhar de soslaio revela um eu que não gosto.
Nasci em Porto Alegre num mês de maio, o que me fez de uma só tacada um gaúcho e um taurino. Não tenho orgulho demasiado de nenhuma das duas definições, sou antes um brasileiro orgulhoso, mas que sofre com tantos graves problemas da Pátria, e um descrente nessas coisas dos signos.
O ano, 1953, revela um homem maduro na idade e, ao contrário de toda a lógica, menos maduro no espírito, fui uma criança como todas, um jovem sizudo, hoje sou um homem com menos autocrítica e com um "laissez faire" que posso dizer que me agrada. O dia, 19, só foi importante para meus pais, marcou o nascimento do segundo filho de uma família que ainda cresceria até atingir o número sete, um ímpar que somou ao mundo três homens e quatro mulheres.
Fui uma criança comum, com todos os sonhos anormais das crianças normais, fui um jovem cheio de problemas prá mim, mas fui o sonho de todos os pais, estudioso, responsável demais. Resolvi trabalhar para poder ser um engenheiro mecânico, do trabalho nasceu um policial que cumpriu o seu papel, formou o engenheiro, mas que também tomou o lugar do futuro profissional.
Em 14 de julho de 1789 o povo de Paris formou as milícias que derrubaram a Bastilha, símbolo da opressão popular, exatamente 180 anos depois a milícia de uma pessoa só acabou com a minha vida de solteiro, capitulei por uma Rosa, na aparência e no nome, no dia 14 de julho de 1978.
Ao contrário de Brás Cubas, que não teve filhos, não transmitiu o seu legado, transmiti o legado dos Souza para dois filhos, um casal, para manter a igualdade entre homens e mulheres neste mundo, Aline e Lucas.
Há alguns anos resolvi escrever, no meu pensar "sei que me faltam qualidades, mas a língua não sofrerá demasiado com estas minhas poucas palavras". E em poucas palavras essa é a história da minha vida, ou pelo menos os fatos mais importantes dela. O resto é recheado desses fatos comuns do cotidiano, erros e acertos, se tenho poucas glórias que me sirvam de orgulho, tenho o orgulho de não ter nenhum erro tão grave do qual deva me envergonhar.
Das coisas que gosto, que podem ajudar a formar esse todo que eu sou, destaco a leitura, o cinema e escrever, das que desgosto nem vale a pena comentar.
Esse é o Ronaldo e, como na época um nome era pouco, foi acrescido um Renato. Meu pai é um Souza assim como a minha mãe, o resultado foi um Ronaldo Renato de Souza. Do lado paterno herdei a origem portuguesa e o gosto pelas letras, do lado materno a origem italiana e o gosto pelas artes. Ao final posso dizer que não sou bom nem mau, nem melhor ou pior, sou o que sou, e este ser que eu sou me basta para ser feliz no universo.
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Saturday, June 02, 2007
Nada foi dito nem lhe foi perguntado.
Posted at 01:35 pm by domrs
Saturday, May 26, 2007
E o banner continua tremendo no topo da página. Deve ser coisa desse frio do inverno. Tsc...
Posted at 07:02 pm by domrs
Monday, May 07, 2007
Infelizmente o mundo não foi dominado pelo reino da bondade. Reconstruo a frase: ainda acho que a maioria das pessoas desse mundo tem uma inclinação para o bem e, quando bem orientadas, encaminhadas e fiscalizadas fazem o bem.
Essa inclinação para o bem não é, seguindo esse raciocínio, alguma coisa normal e natural para a humanidade, mas algo que se obtém com algum controle, com um chamamento do homem racional, e que subjuga o irracional, a besta.
E assim tem sido através dos tempos. Em todos os tempos, quando faltou esse modelo, esse chamamento, o lado fera se apresentou poderoso e fez um grande número de vítimas. A civilização é um processo que só é obtido pela eterna vigilancia.
Posted at 05:35 pm by domrs
Monday, January 29, 2007
Dizem que nós somos animais racionais e serês inteligentes, duas características difíceis de se comprovar no dia-a-dia. Seja pela forma com que vivemos, a forma como habitamos e dividimos esse espaço no planeta, seja pela forma como nos destruímos uns aos outros nas guerras, sejam pelos sinais de desinteligência explícita que se vêem todos os dias, não é fácil aceitar essas premissas como verdadeiras.
Volto ao banner que treme no topo da página. Primeiro para constatar o explícito mau gosto do tipo de publicidade. Segundo para me fazer uma pergunta: qual será o tipo de ser que é capaz de clicar numa espécie de coisa como essa? Acreditar que é o visitante número sei lá quantos? E esperar que possa ter ganho alguma coisa com isso?
Uma pessoa capaz disso tudo não pode ser classificada como inteligente, Somente uma mente seriamente perturbada, alguém com sérios problemas mentais seria capaz de tal ato. E, ainda assim, existem essas pessoas! Pasmem, mas existem! Como eu sei? Pela simples lei do uso e do desuso; não funcionasse e a mente brilhante que o colocou aí já teria mudado para algo mais inteligente.
Posted at 04:29 am by domrs
Thursday, December 21, 2006
Uma passagem rápida para desejar a todos um feliz natal e ano novo!
Posted at 08:22 am by domrs
Friday, December 15, 2006
Qualquer manual amador de html ensina: "sob hipótese nenhuma utilize recursos anormais para chamar a atenção do leitor". O que seriam recursos anormais? Basta você olhar para o topo dessa página e verá um exemplo vivo do que eu falo. O que é esse "banner se balançando"?
Quando vc se inscreve num blog grátis sabe que não "não há nada de graça", ou seja, sabe que a hospedagem será paga com publicidade. Tudo bem. E tudo mal! Va lá que coloquem um publicidade, mas assim? Brincadeira...
Posted at 09:26 am by domrs
Friday, November 10, 2006
Dizem que é preciso sonhar para viver. Eu digo que nós todos precisamos é de um banho de realidade. Eu acho que somos por demais condescendestes conosco mesmo. Estamos cheios de desculpas para os nossos continuados, repetidos, persistentes fracassos. Você acha que não? Os outros são povos trabalhadores, prósperos. Nós somos um povo simpático. Os outros são povos engajados, que lutam por seus direitos. Nós somos um povo alegre. Os outros são povos guerreiros, decididos. Nós somos um povo que deixa tudo pra lá.
A Coréia do Sul inverteu o jogo: passou de subdesenvolvido a desenvolvido em 15 anos. Nós somos uma nação jovem - só temos 500 anos. Ou outros são produtores de, exportadores, ocumpam posições de tops no mundo. Nós temos o melhor futebol e samba. Não se trata de complexo de inferioridade, não se trata de não ver a nossa pujança (virá de pajelança?). Trata-se de parar de arrumar definições simpáticas para encobrir as nossas deficiências, os nossos fracassos.
Posted at 10:46 am by domrs
Tuesday, October 31, 2006
Ou, para ser mais realista, continuamos com o mesmo. Encerrado os turnos eleitorais a população por ampla maioria (60%) certamente satisfeito com tudo o que viveram e viram durante estes primeiros quatro anos, consignou nas urnas a sua aprovação ao atual governo, deram-lhe um aval para mais quatro no poder.
Como a própria oposição sempre se encarregou de deixar bem claro, ao longo das várias crises pelas quais atravessou a administração petista no primeiro mandato, o atual Presidente "nunca sabia, nem veio a saber de nada", sempre foram conluios do partido que não tiveram a participação de nenhuma forma de sua excelência.
E foi essa total ignorância de sua excelência que o absolveu de todos os pecadilhos cometidos. Certamente nesse segundo mandato, porque foi eficiente no primeiro, sua excelência não vai querer mexer em time que está ganhando: vai continuar sem querer saber de absolutamente nada sobre o que ocorre às suas brancas barbas.
Posted at 05:52 am by domrs
Tuesday, October 17, 2006
E o jogo foi jogado no seu primeiro tempo
O candidato da situação que dava o jogo por vencido deve ter sido surpreendido pelo resultado: o povo resolveu que deveriamos ter um segundo tempo para esclarecer melhor as coisas de dossiês e etc.
Decisão democrática, como outra qualquer também seria. Achei interessante as declarações do coordenador político do governo dizendo que qualquer outro resultado que não a vitória do governo seria golpe. Golpe porque cara-pálida?
Golpismo é não aceitar o resultado das urnas ou querer não acatar a constituição do pais; nada pode se sobrepujar a isso! E vamos para o segundo turno com a certeza de que será feita a vontade popular!
Posted at 11:46 am by domrs
Monday, September 25, 2006
Não dou o jogo por jogado, destino decidido, sorte lançada, falta a última e decisiva cartada que será dada no próximo final de semana. Como todo pensamento não amadurecido, não sopesado, não ponderado, esse de que recai(rá) sobre a parcela da população menos esclarecida a responsabilidade pela provável vitória do candidato idem é falha.
No jogo democrático o todo não é divisível; uma vez eleito, o candidato passa a representar o ideal da maioria. Não é necessário usar nenhum método divinatório para saber que o candidato líder nas preferência tem votação em todas as classes sociais, em todos os segmentos dos diversos níveis de formação cultural do país.
Não é o meu candidato, acho que fez um enorme mal para o país nesse mandato e, se reeleito, ainda fará mal maior, mas sou obrigado a aceitar democraticamente qualquer resultado manifestado pelas urnas. Ou, como disse num post anterior, "picar a mula daqui".
Posted at 08:38 am by domrs
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